quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Diário de um Marciano...

"Estava eu a observar esses humanos. Olhando de perto, até parecem amistosos. Acho estranho como criaturas tão frágeis e leigas conseguem ser tão curiosas. Vivem em seu mundo tão intensamente... tão entregues às emoções... Fazem da vida uma efêmera e bela poesia, talvez impulsionados pela adrenalina de viver uma rápida contagem regressiva.

Eu, cuja existência atravessa séculos, poderoso e sábio, pergunto-me como algumas dessas criaturas encontram motivações em seu cotidiano. Tudo em sua jornada possui um fim breve, onde tudo se perde. Qual a finalidade do que fazem? Pra que construir, se em poucos anos tudo acabará? Essa é uma resposta que nem eu poderia ter.

Mesmo assim, persistem. Nem todos, claro, mas a maior parte. Explodem e se deixam levar por seus instintos, mesmo sabendo que não há tempo sequer para refazer uma escolha. No final de um ato, chamam o que aprendem de “experiência”, apesar de ser tão pouco. Ah, a experiência... seria ela a verdadeira fonte do conhecimento? Estaria no "errar ou acertar" a melhor forma de aprendizado?

Entretanto, eles parecem não entender e assimilar o quão alto podem chegar. Tudo é efêmero. Fazem, simplesmente, por mais que as conseqüências nem sempre sejam favoráveis...

Será que um dia já fui assim?

Intimamente, começo a gostar desses terráqueos...

Pergunto-me se toda a sabedoria que tenho poderia se equiparar ao que esses seres inferiores aprendem em suas breves vidas... Se não fosse tão seguro, estaria a ponto de discutir minha superioridade. Acho que, enfim, começo a compreendê-los e, pra falar a verdade, até a sentir uma pontinha de inveja..."

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A união de alguns estudantes com a idéia de criarem um blog!
Um mesmo ideal, com muitas idéias e opiniões. Sentimentos, vida cotidiana numa simples cidade e bairro ou no Brasil e mundo! Não importa o assunto, nem se estamos certos ou errados daquilo que escrevemos. O Mais importante é acreditar naquilo que idealizamos e fazer para que seja o melhor do melhor. E se der errado, recomeçaremos tudo outra vez.

Afinal, Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

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